quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Politicamente "correto", "incorreto" e agora o "engraçado".


Em meados da década de 1990, houve o inicio de um movimento em todos os níveis e tipos de mídia. O politicamente correto.

Mas vamos lá. Do que se trata esse verdadeiro palavrão, o tal do “politicamente correto”? Não querendo soar chato ou excessivamente pedante, vou contextualizar da seguinte forma então: Considere o “politicamente correto” uma força invisível que fez o Pernalonga parar explodir a cabeça do Patolino, ou até mesmo fazer pessoas se queixarem quando pegavam reprises do pessoal do Monty Phyton em uma sketch sobre uma Olimpíada de Aleijados (não falo de Paraolimpiadas, falo de aleijados mesmo!).
Foi uma tentativa de trazer novos valores para uma nova geração. Uma turma que começou a banalizar a violência, a grosseria em detrimento de velhos costumes; e que graças a ela, os personagens dos desenhos animados usam armas lazer ou pistolas extremamente coloridas. Bons tempos aqueles das espingardas realistas de Ortelino e Eufrazino atirando para todos os lados.
Acho que deu para ter uma idéia.
Mas o século XXI nos trouxe um movimento inverso, o politicamente incorreto. Não sei se trato isso como um movimento de verdade, pois vejo isso como situações localizadas, formas de expressão, de arte, pingadas aqui e ali.
Mas enfim, quero chegar à outra coisa, no “politicamente engraçado”.
Sim, pensei nisso agora.
Venho discutido com meus amigos o noticiário fantasioso “The Onion”. Um grupo de caras começou com matérias jornalísticas fora do normal, coisas como “Comer faz Bem para meu organismo”, “Homem correndo atrás de ônibus entretém passageiros” ou “Rapper incerto de quem contribuiu para sua música”.
Essa galera “distorce” as noticias, utilizando então de fatos cotidianos, nacionais, internacionais, extradimensionais, para escrever coisas interessantes e hilárias.
É dito que em algumas situações, suas matérias foram utilizadas como verdadeiras, como um cara que postou no seu website, de conteúdo homofóbico, uma matéria do “The Onion” como verdadeira. O conteúdo era algo como “gays estão recrutando heteros para sua causa homossexual”. Atualmente o site cobre vários assuntos de interesse comum: Esportes, política, economia, mundo, tecnologia, entretenimento... Sim, é como um portal de noticias comum, mas doido.
Hoje o que mais chama a atenção são os vídeos produzidos pelo website (não que sejam melhores que os textos, mas como a estética utilizada na produção salta aos olhos, possuem um apelo muito maior). São de uma qualidade (claro, para quem gosta de humor negro) irresistível. Temos situações como “Fulano de tal é um homem diagnosticado com Câncer e ele não está nem aí para isso”, “Evander Holyfield decide enfrentar um cavalo pelo titulo de pesos pesados” ou até mesmo “Salgadinhos atrapalham congressistas a discutir o horror da guerra?” (particularmente meu favorito) ou até mesmo “Obama libera fundos para a construção de um tanque em forma de dragão”.
São produzidos vários quadros que se alternam. Debates, reportagens comuns, simulação de acontecimentos (daqueles que são apenas gravados, sem a intervenção de um repórter), entrevistas... Mas sempre utilizando como base o jornalismo moderno. Esse tipo de jornalismo contemporâneo que necessita de pessoas sérias, que falam rápido e que aparentam estar em um universo distante daquele descrito na carnificina da noticia (falo sério, a seriedade dos atores impressiona sempre).
Eu não consigo sintetizar bem como funciona o humor dessas pessoas, também não o quero. É um humor realista e é atualmente uma das coisas que mais me fazem rir. Considere também ele um tipo de humor que nunca seria aceito pela sociedade brasileira. Por quê? Você pergunta...
Te respondo.
Abração.

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