segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Armaduras e Invisibilidade + Exemplos com Joguinhos


Qualquer um com mais de vinte e três anos consegue se lembrar da febre que foi “Cavaleiros do Zodíaco” no Brasil em 1995. O anime se destacava por trazer para nós, ocidentais, algo diferente daquilo que sempre tínhamos acesso, desenhos americanos. É uma história com personagens fortes que se estendeu por 114 episódios. Praticamente uma novela para crianças.

Mas durante o avanço da série, fomos puxados para dentro daquele universo quando começaram a surgir os Cavaleiros de Ouro, personagens que representavam os Doze Signos do Zodíaco. Impossível não se identificar com aquilo, todas as pessoas queriam saber quem, e como, seria o cavaleiro do seu próprio signo, mas principalmente queriam saber como seria a armadura que ele vestiria. As armaduras eram grande parte do chamariz do universo dos Cavaleiros do Zodíaco.

Não vou falar mais do anime/manga, estou pensando agora sobre outra coisa. Usei os cavaleiros apenas para entrar no clima.

Hoje em dia, vários blockbusters das nas mais diversas mídias vêm utilizando armaduras não apenas como ponto de impacto visual, mas também como um meio de aumentar as nossas habilidades físicas limitadas (quem resistiria a uma armadura que elevasse suas habilidades humanas?).

Se eu começar a enumerar armaduras aqui, começo no Império Romano e terminaria, sei lá, falando sobre o Império Galáctico de Asimov (exatamente, estou tentando me manter no nosso universo, risos). Lembro agora das armaduras “modinha”, aquelas que aparecem em GI-Joe, Halo, Crysis.

As armaduras citadas acima não são como mechas, aqueles robôs de vários tamanhos que você entra e pilota como se fosse um carro. As armaduras aqui se encaixam no seu corpo (imagine-se vestindo uma roupa de mergulhador) e a partir desse momento você teria novas habilidades, mais força e o que mais a tecnologia, e a imaginação, conseguirem anexar.

Onde quero chegar?

É indiscutível que os sonhos e questionamentos, coragem e persistência das pessoas conseguem levar o homem além mar, além tuberculose, além ar, além dor, além espaço sideral.

Muito é falado, e acredito piamente nisso, que a ficção cientifica consegue nos levar ao futuro e suas possibilidades impraticáveis naquele momento presente.

Hoje graças à tecnologia podemos simular esses sonhos (claro que sempre dependendo do nível de simulação que uma pessoa queira atingir). Jogando Halo e Crysis, podemos entrar em um mundo de fantasia onde incorporamos um super soldado que usa uma ultra-armadura, enfrentando hordas e hordas de inimigos. Não interessa quem apareça na sua frente, outros super soldados de armaduras; alienígenas gigantes; alienígenas armados; alienígenas voadores; norte-coreanos nervosos. São todos fichinha perto de você, jogador e super soldado usando uma armadura bonita.

"Nanosuit" de Crysis


Quando aparecem essas armaduras de ficção, junto delas vem toda a parafernália imaginada para desenvolver a tecnologia. De todas as que eu comentei ali atrás, a utilizada em Crysis é a mais “funcional”. Sim, a mais perto de existir em se tratando de armaduras dos joguinhos que falei.



Como pode ser visto no vídeo, já é possível construir músculos artificiais baseados em nanotubos de carbono. Esse material consegue ser mais duro que cristal e com uma incrível maleabilidade. Se falarmos aqui de uma armadura que deixaria o usuário superforte e com resistência a balas. Já temos algo.

Alguns podem achar incrível, outros podem fazer bico, mas no joguinho a armadura consegue ficar invisível. Pois te afirmo que com mais algumas décadas (sim, 20 ou 30 anos, sou ótimo futurologista!) poderemos ter uma armadura super forte, a prova de balas e invisível.

“Cara, você pirou... Invisibilidade desafia a lógica, seria preciso anular a luz que bate em você. Maluco.”

Acontece que aqui o sistema seria completamente diferente, eu mesmo duvidava até ler sobre os planos para que isso aconteça. Veja como funciona o processo:


Nossa roupa de nanotubos de carbono seria totalmente coberta por “nanocameras” e “nanotelevisores” (sim, caberiam milhares dessas apenas na unha do seu dedo mindinho). Ao mesmo tempo em que ela filma as suas costas, ela está projetando a mesma imagem nas telas localizadas na sua frente. Aplicando isso em todos os cantos da roupa, em 360º, teríamos um super-homem invisível. Na pior das hipóteses, um vulto sinistro perto da gente.



Tudo isso não passava de sonhos malucos de alguém, até a tecnologia estar disponível.

Em um nível mais concreto, existem vários modelos funcionais de armaduras sendo desenvolvidas pelo mundo. Como bons humanos, sempre esperamos logo de cara, visualizar uma mega armadura de combate, como as dos filmes e jogos. Mas para infelicidade de grande parte das pessoas, os estudos atuais mesmo que possuindo propósitos bélicos, são mais direcionados a construção civil. Sim, isso mesmo. Trabalho braçal. Labuta. Nada de lasers por enquanto.

O exército americano, por exemplo, certamente os caras mais doidos para terem em mãos uma armadura de combate, estão investindo muito dinheiro nesses projetos, mas para fim de locomoção.

“O que? Locomoção???”

Analisaram que um soldado normal consegue carregar 50 Kg de carga, o que seria armamento e alimento somados, sendo que o mínimo ideal de carga seria 100 Kg.

Como fazer um soldado no meio de um conflito carregar todo esse peso? Construíram então para esse fim um exoesqueleto




Com a ajuda de uma CPU, barras de metal e bombas pneumáticas dedicadas, esse esqueleto consegue seguir qualquer movimento feito pelos nossos membros. Como que utilizando uma mochila, poderemos levantar centenas de kilos. Como a ficção previa.

É apenas um primeiro passo.

Teremos um Master Chief invadindo Teerã e chutando as portas do palácio do Aiatolá gritando “What’s up motherfucker”?

“... Não”.

Como quase todas as grandes tecnologias do planeta, veremos esse tipo de coisa aparecendo primeiro na indústria da guerra. Milhões morrerão. Aí sim, depois de tudo isso, poderemos ver essas tecnologias aplicadas no nosso dia-a-dia, com aquela mesma tranqüilidade de quando subimos em um avião ou tomamos uma injeção.


"Nossa, bonita sua "Nanosuit". "Valeu Mano".


Abraço!

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