segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A Caminhada de Johnnie Walker.

Grande video institucional, grande Carlyle.

Efeitos Visuais: 100 Anos de Inspiração

Dificil não assistir "Viagem à Lua", de Georges Méliès datado de 1902 ou "O Gabinete do Doutor Caligari" dirigido por Robert Wiene em 1920 e não ficar tocado pela sua importancia na história das artes visuais.
Um professor editou um video para apresentar aos seus alunos de Quinta série.
Vinte e cinco filmes, cinco minutos de vídeo, "Rods and Cones" do Blue Man Group de trilha.
Coloque fones e apague a luz, ficou muito bonito.


Armaduras e Invisibilidade + Exemplos com Joguinhos


Qualquer um com mais de vinte e três anos consegue se lembrar da febre que foi “Cavaleiros do Zodíaco” no Brasil em 1995. O anime se destacava por trazer para nós, ocidentais, algo diferente daquilo que sempre tínhamos acesso, desenhos americanos. É uma história com personagens fortes que se estendeu por 114 episódios. Praticamente uma novela para crianças.

Mas durante o avanço da série, fomos puxados para dentro daquele universo quando começaram a surgir os Cavaleiros de Ouro, personagens que representavam os Doze Signos do Zodíaco. Impossível não se identificar com aquilo, todas as pessoas queriam saber quem, e como, seria o cavaleiro do seu próprio signo, mas principalmente queriam saber como seria a armadura que ele vestiria. As armaduras eram grande parte do chamariz do universo dos Cavaleiros do Zodíaco.

Não vou falar mais do anime/manga, estou pensando agora sobre outra coisa. Usei os cavaleiros apenas para entrar no clima.

Hoje em dia, vários blockbusters das nas mais diversas mídias vêm utilizando armaduras não apenas como ponto de impacto visual, mas também como um meio de aumentar as nossas habilidades físicas limitadas (quem resistiria a uma armadura que elevasse suas habilidades humanas?).

Se eu começar a enumerar armaduras aqui, começo no Império Romano e terminaria, sei lá, falando sobre o Império Galáctico de Asimov (exatamente, estou tentando me manter no nosso universo, risos). Lembro agora das armaduras “modinha”, aquelas que aparecem em GI-Joe, Halo, Crysis.

As armaduras citadas acima não são como mechas, aqueles robôs de vários tamanhos que você entra e pilota como se fosse um carro. As armaduras aqui se encaixam no seu corpo (imagine-se vestindo uma roupa de mergulhador) e a partir desse momento você teria novas habilidades, mais força e o que mais a tecnologia, e a imaginação, conseguirem anexar.

Onde quero chegar?

É indiscutível que os sonhos e questionamentos, coragem e persistência das pessoas conseguem levar o homem além mar, além tuberculose, além ar, além dor, além espaço sideral.

Muito é falado, e acredito piamente nisso, que a ficção cientifica consegue nos levar ao futuro e suas possibilidades impraticáveis naquele momento presente.

Hoje graças à tecnologia podemos simular esses sonhos (claro que sempre dependendo do nível de simulação que uma pessoa queira atingir). Jogando Halo e Crysis, podemos entrar em um mundo de fantasia onde incorporamos um super soldado que usa uma ultra-armadura, enfrentando hordas e hordas de inimigos. Não interessa quem apareça na sua frente, outros super soldados de armaduras; alienígenas gigantes; alienígenas armados; alienígenas voadores; norte-coreanos nervosos. São todos fichinha perto de você, jogador e super soldado usando uma armadura bonita.

"Nanosuit" de Crysis


Quando aparecem essas armaduras de ficção, junto delas vem toda a parafernália imaginada para desenvolver a tecnologia. De todas as que eu comentei ali atrás, a utilizada em Crysis é a mais “funcional”. Sim, a mais perto de existir em se tratando de armaduras dos joguinhos que falei.



Como pode ser visto no vídeo, já é possível construir músculos artificiais baseados em nanotubos de carbono. Esse material consegue ser mais duro que cristal e com uma incrível maleabilidade. Se falarmos aqui de uma armadura que deixaria o usuário superforte e com resistência a balas. Já temos algo.

Alguns podem achar incrível, outros podem fazer bico, mas no joguinho a armadura consegue ficar invisível. Pois te afirmo que com mais algumas décadas (sim, 20 ou 30 anos, sou ótimo futurologista!) poderemos ter uma armadura super forte, a prova de balas e invisível.

“Cara, você pirou... Invisibilidade desafia a lógica, seria preciso anular a luz que bate em você. Maluco.”

Acontece que aqui o sistema seria completamente diferente, eu mesmo duvidava até ler sobre os planos para que isso aconteça. Veja como funciona o processo:


Nossa roupa de nanotubos de carbono seria totalmente coberta por “nanocameras” e “nanotelevisores” (sim, caberiam milhares dessas apenas na unha do seu dedo mindinho). Ao mesmo tempo em que ela filma as suas costas, ela está projetando a mesma imagem nas telas localizadas na sua frente. Aplicando isso em todos os cantos da roupa, em 360º, teríamos um super-homem invisível. Na pior das hipóteses, um vulto sinistro perto da gente.



Tudo isso não passava de sonhos malucos de alguém, até a tecnologia estar disponível.

Em um nível mais concreto, existem vários modelos funcionais de armaduras sendo desenvolvidas pelo mundo. Como bons humanos, sempre esperamos logo de cara, visualizar uma mega armadura de combate, como as dos filmes e jogos. Mas para infelicidade de grande parte das pessoas, os estudos atuais mesmo que possuindo propósitos bélicos, são mais direcionados a construção civil. Sim, isso mesmo. Trabalho braçal. Labuta. Nada de lasers por enquanto.

O exército americano, por exemplo, certamente os caras mais doidos para terem em mãos uma armadura de combate, estão investindo muito dinheiro nesses projetos, mas para fim de locomoção.

“O que? Locomoção???”

Analisaram que um soldado normal consegue carregar 50 Kg de carga, o que seria armamento e alimento somados, sendo que o mínimo ideal de carga seria 100 Kg.

Como fazer um soldado no meio de um conflito carregar todo esse peso? Construíram então para esse fim um exoesqueleto




Com a ajuda de uma CPU, barras de metal e bombas pneumáticas dedicadas, esse esqueleto consegue seguir qualquer movimento feito pelos nossos membros. Como que utilizando uma mochila, poderemos levantar centenas de kilos. Como a ficção previa.

É apenas um primeiro passo.

Teremos um Master Chief invadindo Teerã e chutando as portas do palácio do Aiatolá gritando “What’s up motherfucker”?

“... Não”.

Como quase todas as grandes tecnologias do planeta, veremos esse tipo de coisa aparecendo primeiro na indústria da guerra. Milhões morrerão. Aí sim, depois de tudo isso, poderemos ver essas tecnologias aplicadas no nosso dia-a-dia, com aquela mesma tranqüilidade de quando subimos em um avião ou tomamos uma injeção.


"Nossa, bonita sua "Nanosuit". "Valeu Mano".


Abraço!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Politicamente "correto", "incorreto" e agora o "engraçado".


Em meados da década de 1990, houve o inicio de um movimento em todos os níveis e tipos de mídia. O politicamente correto.

Mas vamos lá. Do que se trata esse verdadeiro palavrão, o tal do “politicamente correto”? Não querendo soar chato ou excessivamente pedante, vou contextualizar da seguinte forma então: Considere o “politicamente correto” uma força invisível que fez o Pernalonga parar explodir a cabeça do Patolino, ou até mesmo fazer pessoas se queixarem quando pegavam reprises do pessoal do Monty Phyton em uma sketch sobre uma Olimpíada de Aleijados (não falo de Paraolimpiadas, falo de aleijados mesmo!).
Foi uma tentativa de trazer novos valores para uma nova geração. Uma turma que começou a banalizar a violência, a grosseria em detrimento de velhos costumes; e que graças a ela, os personagens dos desenhos animados usam armas lazer ou pistolas extremamente coloridas. Bons tempos aqueles das espingardas realistas de Ortelino e Eufrazino atirando para todos os lados.
Acho que deu para ter uma idéia.
Mas o século XXI nos trouxe um movimento inverso, o politicamente incorreto. Não sei se trato isso como um movimento de verdade, pois vejo isso como situações localizadas, formas de expressão, de arte, pingadas aqui e ali.
Mas enfim, quero chegar à outra coisa, no “politicamente engraçado”.
Sim, pensei nisso agora.
Venho discutido com meus amigos o noticiário fantasioso “The Onion”. Um grupo de caras começou com matérias jornalísticas fora do normal, coisas como “Comer faz Bem para meu organismo”, “Homem correndo atrás de ônibus entretém passageiros” ou “Rapper incerto de quem contribuiu para sua música”.
Essa galera “distorce” as noticias, utilizando então de fatos cotidianos, nacionais, internacionais, extradimensionais, para escrever coisas interessantes e hilárias.
É dito que em algumas situações, suas matérias foram utilizadas como verdadeiras, como um cara que postou no seu website, de conteúdo homofóbico, uma matéria do “The Onion” como verdadeira. O conteúdo era algo como “gays estão recrutando heteros para sua causa homossexual”. Atualmente o site cobre vários assuntos de interesse comum: Esportes, política, economia, mundo, tecnologia, entretenimento... Sim, é como um portal de noticias comum, mas doido.
Hoje o que mais chama a atenção são os vídeos produzidos pelo website (não que sejam melhores que os textos, mas como a estética utilizada na produção salta aos olhos, possuem um apelo muito maior). São de uma qualidade (claro, para quem gosta de humor negro) irresistível. Temos situações como “Fulano de tal é um homem diagnosticado com Câncer e ele não está nem aí para isso”, “Evander Holyfield decide enfrentar um cavalo pelo titulo de pesos pesados” ou até mesmo “Salgadinhos atrapalham congressistas a discutir o horror da guerra?” (particularmente meu favorito) ou até mesmo “Obama libera fundos para a construção de um tanque em forma de dragão”.
São produzidos vários quadros que se alternam. Debates, reportagens comuns, simulação de acontecimentos (daqueles que são apenas gravados, sem a intervenção de um repórter), entrevistas... Mas sempre utilizando como base o jornalismo moderno. Esse tipo de jornalismo contemporâneo que necessita de pessoas sérias, que falam rápido e que aparentam estar em um universo distante daquele descrito na carnificina da noticia (falo sério, a seriedade dos atores impressiona sempre).
Eu não consigo sintetizar bem como funciona o humor dessas pessoas, também não o quero. É um humor realista e é atualmente uma das coisas que mais me fazem rir. Considere também ele um tipo de humor que nunca seria aceito pela sociedade brasileira. Por quê? Você pergunta...
Te respondo.
Abração.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Leis de Propriedade Intelectual. Tá começando.


Acabei de discutir assunto sobre novas Leis de Propriedade Intelectual com uns pulhas de um fórum. A idéia é basicamente essa (Isso mesmo. Português feio, mal humorado e sem acentos):


Olha,

esse é um fenomeno que eu pensei que ainda iria demorar para começar.
O tal do controle de propriedades intelectuais.
Não falo apenas de estudios musicais ou de cinema, mas qualquer um que tenha a sua obra, seu trabalho, seu ganha pão, consumido por outros que não pagam um centavo por isso.

Sim, todo o mundo precisa de adaptar aos novos tempos que vivemos e que ainda virão, principalmente esses grupos que nos fornecem entretenimento midiático (musica, filmes, programas de TV, softwares, jogos, etc).

Se aquele que produz, investe grana em um software, jogo eletronico, tem o seu produto pirateado; e pouco retorno ao seu investimento, o que ele pode fazer além de se questionar se continua nessa ramo ou não???

Sim, CDs de musica são caros, DVDs são caros, jogos eletronicos são caros. Supervalorizam o preço do produto fisico + gastos de produção, o que sim, é um outro problema.
Sou músico e já descarto tentar conseguir dinheiro com CD ou até mesmo distribuição digital. Apenas shows.

Não tenho a resposta na ponta da lingua e nem a verdade aqui do meu lado, mas atitudes como essa da coreia são um primeiro passo, grosseiro, de dar folego para propriedades intelectuais em midias eletronicas.

Acredito que quando a internet for algo definitivamente sério, parar de ser encarada como "terra de ninguém", quando cada cidadão possuir sua identidade digital para acessar a rede, essa situação já tenha sido resolvida.

Pelo bem ou pelo mal, nos proximos anos iremos assistir uma bolha de leis governamentais contra pirataria digital.
Vamos ver como vai ficar e deixa eu ir alí tomar um vinho e tocar algo.

Abraços.

terça-feira, 10 de março de 2009

Filmes DC não dão certo? Entendi o motivo.


Um dia questionei o porque de filmes baseados em personagens DC não vão para frente, o que consequentemente faz a editora do Superman levar cadeirada nas costas da editora do Homem Aranha.

Um roteirista, que infelizmente não lembro o nome, exclareceu minha mente com simplicidade.
Filmes do Universo DC não seguem adiante por conta dos próprios personagens. (sim, aqui eu paro de falar mal dos produtores, cof, Joel Silver, cof, roteiristas. Todo mundo dentro da Warner)

Personagens DC são deuses gregos, estão muito distantes de nós, trabalhadores extressados, comilões e viciados em cerveja e internet. É impossivel se colocar no lugar do Superman, do Aquaman e derivados. São definitivamente criaturas do Olimpo. Mas porque o Batman dá certo?

Pense em Batman como um personagem da Marvel dentro do Universo DC, simples. Ele é humano, um tanto surtado por conta do assassinato dos pais, mas ainda assim...Humano, de carne e osso.
Os personagens da Marvel são em sua maioria assim, humanos, claro que com adição de pitadas de radioatividade.
Eles vivem em Nova York, alguns deles precisam pagar aluguel, etc, problemas de verdade que eu e você também passamos.

Esse é o grande problema para esse pessoal de capa, aproxima-los do público. O que deve ser feito com cautela, já que o montante de dinheiro é alto e cabeças sempre rolam.

Bem, menos uma dúvida na minha cabeça e me fez todo o sentido do mundo. A DC/Warner quer filmes sim, mas não sabe como faze-los de forma lucrativa. A Marvel está bem estruturada em sua programação com blockbusters cobrindo o inicio de 2010 até o final de 2011. Teremos até "Avengers!!!".

Bem, a Warner está iniciando a franquia do Lanterna Verde, que felizmente será o Hal Jordan. Boa sorte, pois gosto mais da DC.

Eu acredito em Deus, ele é azul.


Ontem finalmente assisti ao aguardado “Watchmen”, filme baseado na obra do Semideus Alan Moore e do fantástico Dave Gibbons.
Vou ser sincero. Não li a revista até hoje e quase não fui assistir o filme. Porque? Respondo num estalo. “Chrono Trigger de SNES!”.
Isso mesmo, o jogo de 1995 produzido pela Square, é tido como o melhor RPG já feito até hoje, criado por um dream-team de artistas. Classifico como "Chrono Trigger" coisas que parecem tão boas que as deixo intocadas, inexploradas. Cito aqui o próprio Chrono Trigger de Snes, FFVI, outro RPG de Snes e A Link to the Past... outro jogo do SNES, Shadow of the Colossus de Playstation 2, dentre outros. Melhor manter essa aura de coisa muito boa, algo para se ter como "referência".
Da mesma forma que os jogos, via Watchmen como o topo, o Graal da 9ª arte. Mas acabei por ir ver o filme, pois certamente seria um espetáculo. Bem, é um filme muito bonito, ótima fotografia, boa trilha sonora, uma gata sueca de roupa preta e amarela, personas fantásticos e... Dr. Manhattan.
Desde os 10 anos eu achava interessante aquela figura azul, mesmo antes de ler sobre Watchmen, eu tinha um nome para ele “Sr. Átomo”. Mas no cinema, eu fiquei impressionado (por Deus, nada de enormes "vergonhas" balançando por aí).
O "Senhor Átomo" era um cientista tímido e sozinho que pela força do destino, sofre um acidente em seu laboratório. Seu corpo humano se desintegra dando lugar a uma forma humanóide de pura energia. Não só o corpo do cara se transformou, agora ele possui poderes inacreditáveis. Ele se teletransporta, é telecinético, possui clarividência, é muita coisa! Por isso na própria história o chamam de Deus.
A idéia do texto é discutir isso mesmo, pois o visual do Dr. Manhattan foi a coisa mais próxima de um “Deus” que já vi. Ali naquele corpo azul cintilante não há expressão, suas formas físicas lembram obras de arte Greco-romanas, ou seja, o ápice da “nossa” forma física, humana. Braços enormes, fortes, delineados. O humano perfeito.
Mas claro, ele usa aquele corpo, forma, pois é a referência de corpo que o ser “Dr. Manhattan” conhece, lembre-se ele já foi humano um dia. Mas e o seu rosto? Sim, continua humano, mas não tem expressão alguma.
No filme ele fala sobre coisas sérias, coisas tristes, um pouco sobre coisas felizes. Mas e expressão continuava sempre a mesma, séria. Será que se trata de um Deus cuidando de assuntos humanos? Por isso a sua falta de preocupação com os fatos do momento? Definitivamente sim.
Gostei muito desse modelo de Deus, que nos compara a cupins dentro do todo chamado “universo”. Lembrando mais uma vez, ele já foi humano um dia e não se importa com esses humanos. O que dizer daqueles que já nasceram deuses?

Logo trago para você o diálogo entre dois caras ferrados. Foi numa mesa de sinuca e discutiram sobre Alma, foi hilário.